Avaliando as Olimpiadas: parte 3, os melhores e piores.

Mal acabaram as Olimpiadas e eu ja estou com saudades. Era muito bom sempre ter algo de interessante para acompanhar na TV todos os dias, mas agora resta se conformar com a obscuridade que voltam alguns esportes em periodo pos-olimpico. Por quatro anos voce nao vai ouvir falar em Usain Bolt, Michael Phelps ou Programa 119.

Eu sempre prometo que vou continuar acompanhando, mas e dificil, ja que estas modalidades nao estao na TV. O maximo que fiz foi colocar o site da federacao internacional de atletismo entre os meus favoritos, desta forma, posso ver os resultados dos meetings de cada mes. Nao e o ideal, mas ja e algo.

Bom, mas agora e hora de relembrar o que marcou os jogos. Vamos deixar o melhor por ultimo e comecar com as decepcoes. (nao se preucupem, o Brasil sera visto em outro post, este e para as Olimpiadas de forma geral).

AS DECEPCOES:

1 – Paises do antigo “segundo mundo” (Russia, Cuba, Ucrania, etc…)

Esporte sempre foi usado como ferramenta de propaganda de um governo totalitario, especialmente na epoca da guerra fria. Enquanto isso sempre foi questionado como tecnica, os resultados eram excelentes, claro que descontando os probleminhas com anabolizantes (sim, a Alemanha Oriental sem atletas bombados nunca existiu, eram uma piada e suas medalhas nao servem de parametro para nada).

Este ano a Russia perdeu 20 medalhas em relacao a Atenas, e Cuba fez apenas dois ouros. Cuba vive a transicao de regimes e mostra que o sucateamento do esporte na ilha ja esta produzindo maus efeitos. O glorioso boxe cubano nao teve nenhum ouro, o volei nao ganhou medalha pela primeira vez em muito tempo, e o baseball invicto desde 1992 sofreu sua primeira derrota na final, ficando com a prata. Vinte e quatro medalhas no ttal ainda sao um bom numero, mas os protegidos de Fidel ja brilharam mais.

A Russia por sua vez sempre foi respeitada por ter um programa completo como o norte americano (ao contrario da China). Este ano, nao fossem as lutas teriam ficado atras da Gra-Bretanha e Alemanha. O pais teve uma queda moderada em todos os esportes. O unica que serve como exemplo de derrocada e a ginastica, onde eles nao ganharam nada, mesmo com a tradicao de decadas. Tempos de capitalismo, onde o petroleo russo vem impulsionando fortes ligas de futebol e basquete e deixando um pouco de lado os esportes olimpicos.

Para quem ainda conta, a Coreia do Norte teve apenas dois ouros, contra 13 da irma rica. No total, 31 a 6 para o pais da Samsung e da Hyundai.

2 – Matthew Emmons, americano do tiro esportivo.

A historia de Emmons e talvez uma das mais inusitadas destes jogos. Em 2004, ele liderava uma das competicoes precisando apenas acertar o alvo mais uma vez para levar o ouro. Emmons em um erro incrivel atirou no alvo de outro participante, zerando a sua pontuacao do ultimo tiro. Apesar da tristeza, Emmons foi consolado por uma jovem atiradora da Republica Checa, que quatro anos mais tarde seria o primeiro ouro das olimpiadas de Pequim. Katherina e Matthew casaram, mas o erro imperdoavel ainda estava na memoria.

Agora em Pequim, ele tem mais uma chance e lidera a competicao indo para o ultimo tiro. Sua vantagem e tao grande que ele apenas precisa acertar no canto do alvo para vencer. Apos uma serie de tiros de 10.8, 10.5, 10.2, um simples “7.0” seria suficiente para a vitoria. Ao tentar se concentrar para o tiro ele acidentalmente dispara e erra completamente o alvo, marcando 4.4 e ficando sem medalha. Mais uma vez Emmons perde o ouro de forma chocante. Resta agora a ardua espera ate Londres em 2012 para tentar se redimir.

3- Atletismo norte americano

Na classificacao geral do atletismo, os EUA ficaram em primeiro, com sete ouros e 23 medalhas no geral. Um bom desempenho, nao fosse a enorme expectativa neste grupo, considerado pela imprensa como a melhor equipe olimpica norte americana de atletismo, ao lado de 1968 e 1996. Apesar das vitorias, vejam como outros atletas decepcionaram:

Tyson Gay, campeao mundial dos 100m estava “meio” machucado e nao se classificou para a final.

Reese Hoffa e Adam Nelson, favoritos para ouro e prata no arremesso de peso, nao ganharam nem o bronze.

Brad Walker, dono da melhor marca do ano do salto com vara, nao se qualificou para a final olimpica.

Lolo Jones, liderando os 100m com barreiras, tropecou na ultima e ficou sem medalha.

Sanya Richards, liderando com folga os 400m teve caimbras e ficou com a prata.

Ambos os revezamentos 4 x 100m derrubaram o bastao nas eliminatorias e ficaram de fora da final (primeira vez desde 1912 para o masculino, e desde 1952 para o feminino).

Hyleas Fountain liderava o Heptatlo e perdeu a lideranca na penultima prova, com pessima atuacao no lancamento de dardo.

Bernard Lagat, campeao mundial dos 1500 e 5000m, nao ganhou medalha em nenhuma das duas provas.

Enfim, alguns exemplos que mostram porque as 23 medalhas foram consideradas pouco. Atletismo nao rende muito financeiramente, um problema que afeta muito os atletas norte americanos. Acabam praticando aqueles que nao tiveram chance em outras modalidades. Vince Carter seria um otimo saltador em altura. Josh Smith em distancia. Ray Lewis provavelmente seria um bom lancador de martelo, assim como Randy Moss daria um otimo corredor de 100 e 200m. Mas todos estao na NBA ou NFL. Um atleta mediocre dessas ligas ganha muito mais dinheiro que a maior estrela do atletismo. Justin Gatlin, campeao dos 100m de Atenas, so estava no atletismo porque foi cortado de equipes da NFL, assim como varios outros velocistas.

4 – America do Sul.

Ser pobre nao e desculpa para ir mal nas olimpiadas, paises como a Jamaica ou ate mesmo o Quenia ja provaram isso. Por isso, a atuacao da america do sul foi uma piada. No geral foram 5 de ouro, 7 de prata e 14 de bronze para todos os paises do bloco. Em comparacao, a america central, com populacao infiniamente menor, teve 10 ouros, 18 pratas e 14 bronzes. Realmente uma piada.

ESTRELAS

1 – China

100 medalhas no total com impressionantes 51 ouros. Tudo bem que apenas 8 dessas 100 foram em atletismo ou natacao, mas mesmo assim, otimo desempenho. Os metodos podem ser questionados (forcar o treinamento as criancas) e as modalidades tambem (chuva de medalhas em mergulho e levantamento de peso), mas o fato e que o desempenho foi muito bom. Paises populosos como Indonesia, India, Bangladesh e Brasil deveriam estudar esse programa para aprender alguma coisa.

2 – Michael Phelps e a natacao norte americana.

Phelps foi o astro das olimpiadas nos EUA e merecidamente. Oito ouros nao e para qualquer um. Phelps caiu no Cubo D’agua 31 vezes em oito dias, proporcionando momentos eletrizantes como a final do revezamento 4 x 100m e a final dos 100m bolboleta. Phelps disse que ia para ganhar as 8, suportou a pressao gigantesca da midia e foi la e fez. Entre a dieta de 12000 calorias por dia, e os amassos na medalhista Stephanie Rice, tudo o que ele fez em Pequim virou noticia. Resta agora aproveitar a fama.

Mas nao foi so de Phelps que viveu a natacao ianque. As 31 medalhas sao um recorde em olimpiadas nao boicotadas. Natalie Coughlin por exemplo, ganhou 6 medalhas e ninguem disse nada aqui. No total a jovem tem 11 medalhas em duas olimpiadas. Imagine se ela fosse brasileira? 11 medalhas? Seria um monstro do esporte nacional. La nos EUA? Apenas mais um estrela da natacao que ganhou quase tudo o que disputou.

3 – Usain Bolt

Bolt, diferente de Phelps, nao tem a chance de ganhar oito medalhas. Nao existe no atletismo 100m com os pes juntos, 100m em um pe so, etc… E a natureza do esporte. O que Bolt poderia fazer eram tres provas: 100, 200m e o revezamento 4 x 100. E ele ganhou todas com recordes mundiais e tempos inimaginaveis. A imagem de Bolt vencendo os 100m e, na minha opiniao, a imagem mais marcante da olimpiada.

Irreverente e jovem, Bolt foge do biotipo do velocista tradicional. Ele nao e musculoso nem tem 1,80m. Bolt e magro, alto e conseguiu dominar a tecnica de passadas largas que nenhum outro corredor de quase dois metros fez. O jamaicano ainda tem um longo caminho pela frente, e ja e uma das estrelas de Londres 2012.

4 – Redeem Team

O time da redencao e a selecao norte americana de basquete. Para os americanos, dominar o esporte que criaram era uma questao de honra. Apos pessimas apresentacoes nos ultimos mundiais (sexto em 2002 e terceiro em 2006) e do fiasco nas ultimas olimpiadas (bronze) a missao era resgatar o ouro. A equipe liderada por LeBron, Kobe e Wade mostrou garra e determinacao que nao se viam em uma equipe olimpica desde 1996. A final contra a Espanha foi um jogo disputado, o unico em uma campanha arrasadora.

Avaliando as Olimpiadas, Parte 2: as bonitinhas

Uma das coisas que mais me chamou a atencao durante as olimpiadas foi a quantidade de sites fazendo escolhas de “a mais bela” “a mais gostosa” “colirios de pequim”. Pena que, neste universo de materias quase sempre as escolhas caiam na mesmice de mostrar meia duzia de tenistas russas, Elena Isinbayeva, Hope Solo, e algumas brasileiras mais ou menos, como a puladora Maurren Maggi (que esta sendo sondada pela Playboy).

Mais uma vez, o fato de eu ter visto tudo ajudou. Me surpreendi. Tinha muita mulher bonita nos jogos, o que deve ter ajudado os rapazes nas famosas “festas de encerramento” das olimpiadas. Vou me ater as mulheres que pouco vi ganharem destaque, ou aquelas que nao tiveram o reconhecimento devido.

Comecamos com o futebol feminino. Procurei muito por uma norueguesa que me chamou a atencao em um dos jogos mas nao encontrei nada. Entao, fico com Heather Mitts dos Estados Unidos, que na minha opiniao e melhor que a goleira com fama de gata.

Mitts, namorada de A.J Feeley da NFL.

Mitts, namorada de A.J Feeley da NFL.

Do futebol feminino passamos a natacao. Sempre acreditei que as nadadoras eram um bando de garotas que injetavam testosterona e tinhas as costas do tamanho de um guarda roupas, mas nesta edicao dos jogos, encontrei algumas que fogem a regra, como por exemplo a brasileira Fabiola Molina, que nadou pouco, mas apareceu bem.

Fabiola Molina

Fabiola Molina

Fabiola ganhou por pouco da trava linguas Flavia Delaroli, que tambem vale um google caso o leitor tenha tempo. Entre as internacionais, a australiana Stephanie Rice merece destaque, ate porque onde o Phelps se mete, vira noticia.

Assim que acabaram as competicoes no cubo, Phelps partiu para formas mais arredondadas.

Assim que acabaram as competicoes no cubo, Phelps partiu para formas mais arredondadas.

Saindo das aguas para o solo elastico da ginastica, finalmente encontrei uma mulher de verdade perdida em meia aquelas adolescentes sub-nutridas. Sei que Shawn Johnson e seu sorriso Mickey Mouse ganharam muito destaque, mas a verdadeira estrela da ginastica e sua colega de equipe, Alicia Sacramone. Apesar de cair do cavalo e ser culpada pela derrota das americanas no geral por equipes, a moca de 20 anos tem outros destaques.

Alicia Sacramone

Alicia Sacramone

O volei sempre teve tradicao em ter mocas bonitas e dessa vez naos foi diferente. Apesar de o nivel estar meio fraco na areia, nas quadras o jogo foi outro. Merece mencao honrrosa o time da Polonia, que poderia ter quatro ou cinco garotas aqui. Como estou escolhendo poucas, fica a foto da Anna Baranska.

A Baranska do time da Polonia

A Baranska do time da Polonia

Eu vi mulheres bonitas ate mesmo no levantamento de peso, acreditem se quiser. Mas nada superou o atletismo. Isinbayeva ganhou todos os holofotes, principalmente porque alem de bonita ela sabia “jogar”, mas outras mocas de diversos paises merecem destaque. Todos ficaram tristes quando a sueca Susanna Kallur tropecou em uma barreira e deixou as olimpiadas. Fica a homenagem a nordica

Susanna Kallur

Susanna Kallur

Mas nenhuma atleta chega aos pes da paraguaia. Se ela ja foi candidata do miss mundo, ser a mais bonita das olimpiadas nao deve ser tao complicado. Leryn Franco arremessa dardos, ou melhor tenta. Assim como em Atenas, ela nao passou da primeira fase, mas, nao estou nem ai. Ela e medalha de ouro na minha opiniao.

Atleta ou...

Atleta ou...

...ou modelo?

...ou modelo?

Voce escolhe... ate Londres Leryn...

Voce escolhe... ate Londres Leryn...

Avaliando as Olimpiadas: Parte 1, os esportes pessimos para a TV

Eu comeco dizendo que ninguem acompanhou as olimpiadas como eu. Nem a Globo com o seu entusiasmo fora dos limites se empolgou tanto. Posso dizer com absoluta certeza que vi todas as modalidades. Com um pacote de TV a cabo mediano (de graca no predio onde moro) tinha apenas 3 canais a disposicao: Globo, Bandeirantes e ESPN.

Uma das coisas que mais me chamou a atencao foi o fato de muitas vezes ver o mesmo programa na TV. Certo dia, comeco da madrugada se nao me engano, eu estava doido para acompanhar as eliminatorias do atletismo. Primeira parada e a Globo.

Volei masculino, Italia e Polonia com Luis Roberto.

Mudo para a Band, na esperanca de encontrar o atletismo ou qualquer outra modalidade que nao fosse aquele jogo inutil entre Italia e Polonia. Mas, o que vejo no ar?

Volei masculino, Italia e Polonia com Nivaldo Pietro.

Ultima chance, ESPN. De cara penso: “se a ESPN Brasil e sempre a emissora principal, a ESPN internacional deve estar passando outra coisa”

Volei masculino, Italia e Polonia com algum mendigo que eles acharam na rua para narrar.

Nunca achei que iria dizer isso, mas desta vez eu fui salvo porque existia o Terra TV, lugar onde eu pude ver desde o arco e flecha ate a luta greco romana.

Agora, todo esse rodeio serve para entrar no tema da conversa: “esportes pessimos para a TV”. Fiquei impressionado como a midia nacional supervaloriza os esportes coletivos e conhecidos e simplesmente ignora todos os outros, a nao ser quando “TEM BRASILEIRO NA DISPUTA DE MEDALHA!!!!”

Se voce, caro internauta, conseguiu ver alguma competicao que nao envolvesse brasileiros e nao fosse esporte coletivo, por favor se manifeste. Atletismo e natacao, que sao os esportes mais classicos de olimpiada, nao conseguiram espaco na TV aberta/semi-aberta.

Final da esgrima feminino por equipes, com o confronto historico entre china e ucrania, so para quem tinha Sky e seus 4-5 canais do sportv. Ou o streaming para cegos do terra, que foi a minha opcao. (212kbps, muito pior que o video mais tosco de youtube).

Apos ver tudo, eu entendo a exclusao de certos esportes. Algumas modalidades, como por exemplo nado sincronizado, so estao nas olimpiadas por caridade. E o tipo de “esporte” que atrai 0 de audincia. Serve apenas para que sua esposa/amante/namorada entre na sala e diga: “que linda a danca delas! olha amor, como elas conseguem em baixo d’agua?”.

Branca e Bia nao se classificaram para as Olimpiadas, portanto o esporte delas e inutil na TV.

Branca e Bia nao se classificaram para as Olimpiadas, portanto o esporte delas e inutil na TV.

 

Modalidades como Vela simplesmente nao foram feitas para a TV, o que deveria preucupar muito o comite olimpico. Eu lembro das madrugadas onde a Globo fazia uma rapido giro pelas modaliades e logo ia ver como estavam os brasileiros nas respectivas regatas. Trinta segundos de imagem e ja me deixava agoniado. Penso no Galvao Bueno tendo que narrar em “real time” uma regata com o Robert Scheidt: “ai vem o barco brasileiro, muito proximo a ultima boia… RRRRRRRobert Scheidt, que mudou de categoria… ele campeao olimpico, esperanca de medalha para o Brasil… vem se aproximando… seu barco esta liderando esta regata… ai vem ele, quase chegando na boia… fulano de tal, quais as reais chances do Scheidt ganhar medalha? blablablablabla blablabla… muito bem… ai vem ele, quase chegando na ultima boia…”

Vela nao anda. Parece estupido dizer isso, mas a droga do barco nao se mexe. Quando vi logo pensei: este e um serio candidato a pior esporte para a televisao. A vela quase se iguala aos nao-esportes nado sincronizado e ginastica ritmica (aquela das fitinhas de seda) no quesito duro de aturar.

Em tempos de modernizacao das olimpiadas e inclusao de esportes como BMX para atrair audiencia, imagina o que nao pode acontecer com a vela…

Eis que surge o concurso completo de equitacao, com o seu maravilhoso adestramento… esse e dificil aguentar… assistir horas e horas de um cavalo dancando de um lado para o outro nao deveria ser esporte olimpico. Se voce nunca viu adestramento na TV, e por um bom motivo.

Eu ate poderia jogar baixo e reclamar do judo, de como uma luta e chata de acompanhar na TV, mas vamos falar de um esporte convencional. Eu respeito as lutas, todas elas tem um principio, e se voce conhece melhor a arte, aprecia mais.

Agora…

Alguem pode me explicar porque polo aquatico existe? Handeball ja e chato, mas handeball na agua? Pra que? Porque isso e um esporte e tenis-na-agua, basquete-na-agua ou volei-na-agua nao sao?

Quem viu na TV sabe o que estou falando, a cena dos atacantes nadando de um lado para o outro do “campo” cada vez que muda a posse de bola e ridicula. E como se alguem tivesse pensado em condicoes impossiveis de se praticar um jogo e posto em pratica. Polo aquatico so pode ter sido inventado por um bebado. Nao faco ideia de como chegou as olimpiadas, mas na minha TV nao entra nunca mais.

 

O nado sincronizado visto do melhor angulo.

O nado sincronizado visto do melhor angulo.

Review: PixelJunk Monsters

PixelJunk Monsters e um jogo viciante. E dificil, muito dificil. Antes de eu testar o mais novo lancamento da Q entertainment, eu nao sabia que esse era mais um dos jogos ao estilo “defesa de torre” que pelo que constatei, sao populares na internet.

 

Mas o interessante mesmo e ir para esse jogo sem qualquer informacao, e se surpreeender da forma como a simples jogabilidade te deixa viciado. O objetivo do jogo e bem simples: voce e um carinha (sem nome) que tenta defender os bebes de sua tribo do ataque de monstros (aranhas gigantes, elefantes malignos, moscas superpoderosas e mais uma duzia de bichos igualmente estanhos). Para tal objetivo, voce conta apenas com arvores espalhadas pelo cenario, nas quais voce pode montar torres, seja elas para ataque aereo ou terrestre.

 

A medida que voce mata os monstros, ganha mais dinheiro, o que possibilita a compra de novos tipos de torres e a construcao de outras. Evidente que uma idea simples assim so acharia espaco em iniciativas como a PSN. Por apenas 10 dolares, PixelJunk Monsters e um roubo. E muita diversao por tao pouco. Voce tem a disposicao aproximadamente 30 levels, que devido a dificuldade, te manterao ocupado por pelo menos uma semana.

 

Tecnicamente o jogo e bem simples. A camera nao se move e tudo na tela parece pequeno. O que nao significa que o jogo e confuso, mas certifique-se que esta jogando em uma TV widescreen, senao estara perdendo parte da acao. Os graficos sao igualmente simples e o som e apenas um detalhe. Monsters nao deixa duvidas de que e 100% jogabilidade. Para quem tem companhia, e possivel jogar no modo co-op, mas infelizmente apenas localmente. Online apenas nos rankings de cada estagio. (torcemos para que o online co-op apareca em algum update).

 

PixelJunk Monsters e uma boa pedida para qualquer pessoa que goste de um jogo calmo, aqueles que voce pode jogar escutando musica, conversando com um amigo ou coisas do tipo. Apesar de simples, requer esperteza e muita repeticao, para memorizar de onde vem todos os monstrinhos. Se voce ainda tem duvidas, ai vai a melhor parte: basta baixar o demo na PSN. Eu garanto que voce nao vai se arrepender.

 

PixelJunk Monsters –

PS3

Distribuicao digital, PSN – U$S 10

Score – 8,0

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Preguica

Sim, um blog que existe desde abril e ganha seu primeiro post em agosto. Incrivel quantas vezes eu pensei em escrever algo e desisti.

Parece um mundo interessante, midia para quem nao tem. E como as historias de sucesso sao varias, o jeito e se acostumar e tornar disso um habito.

Afinal, no futuro, quando me pedirem “curriculo” devo ter ao menos algum post no meu blog para mostrar.

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